A divisão não precisa ser meio a meio
Quantidade de questões não revela quanto tempo cada estudante precisa. Um gráfico simples pode ser rápido para você; um cálculo pode exigir mais etapas. Use os primeiros simulados para medir o que acontece na sua rotina de resolução.
Compare áreas com cautela: dificuldade percebida, leitura, cálculo e conferência são partes diferentes do ritmo. A duração e os procedimentos da aplicação devem vir sempre do edital oficial da edição.
Exemplo: uma mudança testável
Rafael termina dois simulados de treino. No primeiro, inicia por Natureza e passa muito tempo em cálculos, deixando várias questões de Matemática para o final. No segundo, ele marca os itens demorados, avança quando não encontra um caminho e volta num checkpoint intermediário.
Ele registra, em cada área, quantas questões tentou, quantas conferiu e quais erros foram de conteúdo ou pressa. Se a quantidade aumentou mas os erros por leitura também, a nova ordem não melhorou tudo. O próximo treino deve ajustar o ponto que falhou, não declarar a estratégia vencedora por um único resultado.
Crie checkpoints que orientem uma decisão
Um checkpoint útil não é um número mágico. É um momento em que você olha o tempo e responde: estou avançando? já percorri as duas áreas? estou deixando muitas questões sem tentativa? Ainda tenho o espaço que planejei para conferência?
Se estiver atrasado, passe a itens cuja resolução você consegue iniciar. Deixe marcações claras nos que exigem retorno e evite reler do zero tudo o que já descartou.
Interprete os registros
Se uma área concentra dúvidas conceituais, mais velocidade não resolve a lacuna. Se você sabe o método mas perde tempo organizando contas, pratique registrar dados e unidades. Se os erros aparecem no fim, observe fadiga e revisão antes de aumentar a carga de simulados.
Use provas e gabaritos oficiais identificando ano, aplicação, dia e caderno. Variantes não correspondentes tornam a comparação pouco confiável.
Registro do segundo dia
Antes: ordem escolhida e motivo. Durante: checkpoints e questões marcadas. Depois: itens tentados por área, erros de raciocínio, erros de execução, conferência feita ou não. Próximo teste: uma alteração. Esse registro curto permite construir uma estratégia própria com evidência de mais de uma tentativa.