Assunto não é ideia central
“Mobilidade urbana” é um assunto. Uma ideia central poderia ser que políticas de transporte precisam considerar acesso e tempo de deslocamento de diferentes grupos. A ideia depende do texto concreto; o exemplo acima é inventado.
Uma alternativa que apenas nomeia o tema pode parecer correta, mas não expressar o ponto defendido. Procure uma frase que sintetize a relação construída ao longo do texto, e não apenas a palavra mais repetida.
Exemplo próprio: organizar as partes
Texto fictício: uma autora apresenta o aumento de trajetos a pé, descreve calçadas interrompidas e conclui que campanhas de mobilidade precisam vir acompanhadas de infraestrutura acessível. O assunto é deslocamento a pé; a ideia central relaciona incentivo e condições materiais.
Um detalhe como “há calçadas interrompidas” contribui para a argumentação, mas não a resume. “A autora é contra caminhar” distorceria o argumento. O resumo precisa manter a relação entre as partes.
Siga conectivos e retomadas
Expressões como “porém”, “por isso”, “embora” e “em outras palavras” podem marcar mudança, consequência, ressalva ou explicação. Observe também como pronomes e termos retomam uma ideia anterior.
Não transforme conectivo em resposta automática. Leia a frase inteira e confira se a relação que você percebeu faz sentido no parágrafo e no texto completo.
Evite acrescentar o que o texto não diz
Uma leitura pode ser coerente com sua opinião e ainda não estar apoiada no material. Separe a interpretação do texto de sua avaliação pessoal; primeiro responda ao que a questão solicita com evidências internas.
Se o texto admite mais de uma leitura, compare as alternativas pelo conjunto de pistas e pelo comando. Uma palavra isolada não deve anular o argumento global sem motivo.
Resumo em uma frase
Escreva: “O texto trata de ____ e sustenta/mostra que ____”. Depois sublinhe uma passagem que apoia a segunda parte. Use uma questão oficial para conferir se sua síntese responde à tarefa; registre qual detalhe desviou sua primeira leitura.