Leia os eixos antes da expressão
No eixo horizontal costuma ficar a variável de entrada; no vertical, a variável dependente. Leia os rótulos e unidades em vez de supor que o desenho começa em zero ou usa intervalos uniformes.
A Matriz do INEP inclui gráficos e funções nos conhecimentos matemáticos e habilidades de interpretação de relações entre grandezas. A leitura deve ligar expressão, desenho e contexto.
Exemplo próprio: tarifa com parte fixa
Um serviço fictício cobra R$ 6 de tarifa fixa mais R$ 2,50 por quilômetro. A função custo é C(d) = 6 + 2,5d. Para uma corrida de 8 km: C(8) = 6 + 2,5 × 8 = 6 + 20 = R$ 26.
No gráfico, a tarifa fixa aparece como valor inicial de R$ 6 quando d = 0; cada quilômetro acrescenta R$ 2,50. Se a distância só puder variar de 0 a 20 km, não use o modelo fora desse intervalo sem nova informação.
Diferencie valor de taxa de variação
C(8) = 26 é o custo total para 8 km. O coeficiente 2,5 é o acréscimo por quilômetro. Confundir esses papéis pode levar a responder R$ 2,50 quando a questão pede o custo total.
Em gráficos, compare pontos com suas coordenadas e unidades. A inclinação descreve variação entre variáveis; sua interpretação depende da escala dos eixos.
Observe os limites do modelo
Uma reta pode representar bem uma faixa do problema, mas não necessariamente todos os cenários. Regras de cobrança, capacidade ou população podem criar limites e mudanças de comportamento.
Se o gráfico é curvo, descreva a tendência com cuidado. Um aumento mais rápido não prova que a função seja exponencial; examine a expressão ou os dados fornecidos.
Exercício de leitura
Anote: entrada, saída, unidades, valor inicial, o que representa a variação e intervalo observado. Depois responda à pergunta em palavras. Para praticar, use um item oficial e confirme a edição e o caderno antes da correção.